Há muitos anos atrás li um livro muito interessante chamado Introdução à Teoria dos Sistemas, escrito pelo filósofo americano contemporâneo Charles West Churchman. Logo no primeiro capítulo, o prof. Churchman faz uma provocação. Ele elabora uma lista dos problemas sociais existentes à época em que o livro foi escrito (1968) e como eles poderiam ser resolvidos com a aplicação da tecnologia. Em seguida, ele faz uma pergunta muito óbvia e simples: Se o ser humano tem a capacidade de solucionar os problemas listados com o uso da tecnologia disponível, porque não o faz? E levanta algumas questões de ordem ética e moral: Seria isso um perverso traço de caráter da condição humana? Estaríamos passando por uma fase de degradação moral que nos faz ignorar os problemas que afligem as sociedades?
Felizmente ele conclui que a causa não reside em nenhuma questão ético-moral, mas sim a uma noção de complexidade, ou melhor, uma questão de como estudar, entender e solucionar problemas complexos.
Hoje, quando o trabalho de Churchman está prestes a completar 40 anos, olhamos para as nossas organizações e vemos que o cenário não mudou. Problemas que poderiam ser resolvidos com a aplicação da tecnologia da informação, pautados pela teoria organizacional e dos sistemas, não são. O que acontece? As questões ético-morais voltaram à tona ou continuamos sem entender os problemas complexos?
Em minha opinião o fato está na forma como abordamos os problemas organizacionais. As organizações são sistemas complexos e, como tal, apresentam problemas com alto grau de interdependência e circularidade, características que levam o observador a errar na identificação da causa real do problema e conviver com situações em que o próprio efeito causado pelo problema volta à causa, atribuindo autonomia e rompendo o determinismo que o sistema poderia apresentar.
Felizmente ele conclui que a causa não reside em nenhuma questão ético-moral, mas sim a uma noção de complexidade, ou melhor, uma questão de como estudar, entender e solucionar problemas complexos.
Hoje, quando o trabalho de Churchman está prestes a completar 40 anos, olhamos para as nossas organizações e vemos que o cenário não mudou. Problemas que poderiam ser resolvidos com a aplicação da tecnologia da informação, pautados pela teoria organizacional e dos sistemas, não são. O que acontece? As questões ético-morais voltaram à tona ou continuamos sem entender os problemas complexos?
Em minha opinião o fato está na forma como abordamos os problemas organizacionais. As organizações são sistemas complexos e, como tal, apresentam problemas com alto grau de interdependência e circularidade, características que levam o observador a errar na identificação da causa real do problema e conviver com situações em que o próprio efeito causado pelo problema volta à causa, atribuindo autonomia e rompendo o determinismo que o sistema poderia apresentar.
Devemos iniciar a solução de problemas pelo processo de pensamento. Se não o fizermos, poderemos enveredar por um caminho completamente errado. Churchman diz "começar a resolver um problema sem antes pensar no problema é como se um homem que estivesse perdido pegasse o primeiro caminho que visse e deixasse que os pés o levassem a certa distância antes de começar a pensar em algum modo lógico de sair da dificuldade; mas então já seria tarde demais".
Nestas situações entra em cena o pensamento sistêmico. Ele considera a visão do todo, a composição do sistema e a interação entre seus componentes para que o todo atinja o seu objetivo. Leva em conta também um modelo estrutural que coloca o sistema dentro de um contexto determinante do seu comportamento e permite sua decomposição estrutural e funcional. Como se não bastasse, o pensamento sistêmico nos impõe restrições e premissas que definem o que é possível e viável para elaborarmos uma propostas de solução do problema.
Agora a provocação é minha: Que tal aplicar o pensamento sistêmico no seu próximo trabalho?

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